Lifting Facial vs Bioestimuladores: entenda quando prevenir e quando intervir
- Dra. Vera Matos

- há 4 dias
- 5 min de leitura
Com o passar dos anos, o rosto vai revelando as mudanças naturais do envelhecimento: a pele perde firmeza, a gordura facial desloca-se, os contornos ficam menos definidos.
Entre as opções mais procuradas para contrariar este processo, destacam-se duas abordagens muito diferentes - o lifting facial, de natureza cirúrgica, e os bioestimuladores de colagénio, que pertencem ao campo da Medicina Estética.
Mas qual é o momento certo para recorrer a cada um? Será que os bioestimuladores podem substituir o lifting? Ou apenas adiar a necessidade de cirurgia?
Neste artigo, vamos esclarecer estas dúvidas, explicando o que cada tratamento faz, em que situações é indicado e porque é fundamental compreender que prevenir e intervir são etapas complementares, não concorrentes.
Como envelhece o rosto
O envelhecimento facial não acontece apenas à superfície. É um processo em várias camadas:
Pele: perde colagénio e elastina, tornando-se mais fina e flácida.
Gordura: redistribui-se, provocando perda de volume nas maçãs do rosto e acumulação em zonas inferiores.
Músculos e ligamentos: perdem tonicidade, permitindo o descaimento dos tecidos.
Estrutura óssea: sofre reabsorção, o que altera os contornos e a sustentação global.
Perceber esta complexidade é essencial para escolher o tratamento certo: o lifting atua na estrutura mecânica; os bioestimuladores, na qualidade e firmeza da pele.
O que é o Lifting Facial?
O lifting facial é um procedimento cirúrgico destinado a reposicionar os tecidos profundos do rosto e do pescoço. O objetivo não é apenas “esticar” a pele, mas reorganizar as estruturas que desceram com o tempo (músculo, gordura e pele).
Durante a cirurgia, o cirurgião faz pequenas incisões em zonas discretas (como ao redor das orelhas), eleva os planos profundos e remove o excesso de pele.
O resultado é um rejuvenescimento global, com linhas mais definidas e um aspeto natural quando bem executado.
Indicações: flacidez acentuada, excesso de pele no pescoço, sulcos profundos, descaimento visível.
Idade média: a partir dos 45-50 anos, embora dependa da genética e do estilo de vida.
Recuperação: algumas semanas, com resultados que podem durar 8 a 15 anos.
O lifting não melhora a textura nem a qualidade da pele; por isso, costuma ser complementado com tratamentos de medicina estética que regeneram a superfície da pele como lasers ou luz pulsada.
O que são os Bioestimuladores de Colagénio?
Os bioestimuladores são substâncias injetáveis (como ácido polilático ou hidroxiapatita de cálcio) que estimulam o próprio organismo a produzir colagénio novo.
Em vez de acrescentar volume imediato, como um preenchimento, atuam de forma gradual, reforçando a estrutura dérmica.
Efeito principal: pele mais firme e elástica, com melhoria do contorno facial.
Resultados: começam a ser visíveis após algumas semanas e evoluem durante meses.
Duração: em média, 18 a 24 meses.
A grande vantagem é permitir uma ação preventiva e restauradora sem cirurgia, especialmente em rostos com flacidez leve a moderada.
Lifting vs Bioestimuladores: qual é o tratamento certo?
A escolha entre lifting facial e bioestimuladores depende sobretudo do grau de flacidez, da idade e das expectativas de resultado. Cada caso exige uma abordagem individualizada, mas há orientações gerais que ajudam a compreender quando cada técnica faz mais sentido:
Flacidez ligeira e perda inicial de firmeza:Os bioestimuladores são a melhor opção nesta fase. Atuam de forma preventiva, estimulando colagénio e mantendo a estrutura facial firme antes que o descaimento se torne visível.
Melhoria de qualidade de pele:Quando há necessidade de melhoria da qualidade superficial da pele ou melhoria de melasma e rosácea os bioestimuladores são ferramentas muito interessantes para ajudar na melhoria de melasma, rosácea e qualidade e hidratação de pele superficial.
Queda marcada do terço inferior e excesso de pele:Nesta fase, a cirurgia lifting facial é o tratamento mais indicado. Nenhum estímulo de colagénio é capaz de corrigir o excesso de pele acumulado - é preciso reposicionar os tecidos e remover o que sobra.
Após o lifting facial, para manter resultados:Os bioestimuladores funcionam como aliados do lifting. Ajudam a prolongar a firmeza e a qualidade da pele, evitando nova perda de colagénio ao longo dos anos.
Antes dos 40 anos, com foco em prevenção:A bioestimulação é ideal para quem quer retardar o envelhecimento, mantendo a pele espessa, elástica e saudável.
Desejo de correção estrutural global:Quando há flacidez significativa e alteração do formato facial, o lifting cirúrgico é a opção mais eficaz para restaurar a harmonia do rosto.
Em suma, os bioestimuladores adiam o lifting, mas não o substituem. Quando utilizados de forma precoce e consistente, permitem resultados naturais e retardam a necessidade de intervenção cirúrgica.
O papel da prevenção
Muitos pacientes ainda associam tratamentos estéticos apenas à correção, mas a verdadeira revolução na Medicina Estética está na prevenção.
Iniciar cuidados médicos quando as primeiras alterações surgem (e não quando já são evidentes) permite manter o equilíbrio facial durante mais tempo.
Os bioestimuladores são a ferramenta perfeita para essa fase:
Reforçam a pele antes que a flacidez se instale.
Melhoram a textura e luminosidade.
Prolongam o efeito de outros tratamentos, como laser ou toxina botulínica.
Por isso, o ideal não é escolher “um ou outro”, mas saber em que momento cada um faz mais sentido.
Quando evitar cada tratamento
Evitar bioestimuladores: em casos de doenças autoimunes ativas, infeções cutâneas locais, durante gravidez e amamentação, quando pensa em realizar um lifting brevemente não deve realizar bioestimuladores.
Evitar lifting: quando o grau de flacidez ainda é ligeiro ou quando o paciente procura apenas melhorar a qualidade da pele sem tempo de recuperação cirúrgico.
O equilíbrio está na avaliação médica detalhada. Só uma análise facial completa pode definir se o tratamento deve ser preventivo, corretivo ou combinatório.
Perguntas Frequentes (FAQ) sobre Lifting e Bioestimuladores
É possível combinar lifting e bioestimuladores? Sim. É uma prática comum para manter os resultados cirúrgicos por mais tempo.
Quando devo começar bioestimulação? Por volta dos 30 anos, ou antes, se já houver sinais de perda de firmeza ou muita exposição solar.
O lifting deixa cicatrizes visíveis? Quando realizado por cirurgiões experientes, as cicatrizes ficam discretas, escondidas na linha do cabelo e atrás das orelhas.
Quanto tempo duram os resultados? Os bioestimuladores duram cerca de 2 anos; o lifting pode manter-se por até 10-15. A manutenção adequada é essencial em ambos.
O lifting facial e os bioestimuladores não competem: complementam-se.
Enquanto o lifting reposiciona o que a gravidade fez descer, os bioestimuladores fortalecem o que ainda pode ser preservado. Juntos, representam a combinação ideal entre prevenção e intervenção.
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